Saber quanto custa uma entrega é diferente de saber quanto foi cobrado do cliente. O custo real inclui o veículo, o tempo de quem entrega, o combustível e as tentativas que não terminam na primeira visita.
Uma conta útil começa assim:
Custo por entrega = custo total da rota ÷ número de entregas concluídas
O desafio está em montar o custo total sem deixar uma parte importante de fora.
O que entra no custo da rota
Separe as despesas em três grupos.
Custos do veículo
Combustível é o mais visível, mas não é o único. Considere manutenção, pneus, seguro, depreciação e estacionamento quando esses valores fazem parte da operação.
Custo do tempo
O período na rua tem valor mesmo quando o veículo está parado. Some o custo do entregador, encargos quando existirem e o tempo de preparação e retorno que a operação exige.
Falhas e exceções
Reentrega, endereço incompleto, espera longa e retorno ao estoque consomem recursos. Se esses eventos são frequentes, esconder a despesa deixa o custo por entrega artificialmente baixo.
Exemplo de cálculo
Imagine uma rota com 20 entregas concluídas. Some, para aquele período, combustível, estacionamento, manutenção estimada e o custo do tempo do entregador. Se o total for R$ 240,00, o custo médio será de R$ 12,00 por entrega.
Esse número não é uma tabela universal. Ele é uma fotografia da sua operação, no seu bairro, com o seu veículo e o seu jeito de trabalhar. Refaça a conta com frequência suficiente para perceber mudanças.
Onde a rota interfere
O custo por entrega cresce quando o veículo:
- atravessa a mesma região mais de uma vez;
- percorre quilômetros vazios entre duas paradas;
- espera porque a ordem ignorou uma janela;
- volta ao depósito antes de terminar;
- tenta entregar um endereço que precisava de confirmação.
Uma boa ordem não elimina todas essas situações, mas reduz as que são causadas pelo planejamento. Por isso, medir apenas combustível pode esconder o custo do tempo perdido.
Como acompanhar sem complicar
Comece com uma planilha simples por rota: data, quantidade de paradas, quilômetros, tempo total, combustível e reentregas. Depois compare rotas parecidas, não uma segunda-feira de chuva com um sábado de movimento baixo.
O objetivo não é transformar o entregador em um contador. É descobrir se o planejamento está ajudando ou se uma parte do custo está sendo repetida todos os dias sem ninguém enxergar.
Para reduzir uma das principais variáveis, leia como reduzir o custo de combustível nas entregas. Se o problema é a ordem, veja como otimizar uma rota de entrega.